Tudo bem, se as superfícies comerciais querem mascarar a venda de sacos (mais uma forma de gerar receitas) com preocupações ambientais, com o bem-estar das tartaruguinhas, das foquinhas e do raio que as parta! Mas não venham é proibir que se traga sacos de casa. É verdade, a um amigo meu foi-lhe proibido a entrada no E.Leclerc da Bobadela por ele vir armado de sacos (daqueles que são feitos pra durar, amigos do ambiente e dos bichinhos). Estou mesmo a ver o segurança a olhar pra ele com olhar de cão raivoso a mirar o assaltante mascarado em cima do muro da casa dos donos, e depois dizer: "Ora então o mô amigo trouxe saquinho de casa foi?", "Sim, quando venho às compras costumo trazê-los, há algum problema?", "Ó Silva, olha-me este, com a conversinha do costume. Desampara-me a loja, se queres entrar tens que deixar os sacos na calçada!", "Exijo falar com o chefe da segurança!", "Ó chefe tá aqui um queixinhas pra falar consigo!" (vocifera ao chefe), "Então o que é que se passar?", "Este senhor disse-me que não posso entrar com sacos!", "É verdade, tem que os deixar na cacifo!". E ingenuamente pergunta: "Então eu tenho que entrar sem sacos, comprar os vossos sacos para sair do supermercado com as compras, e de seguida colocar as compras nos sacos que trouxe de casa?", resposta seca e curta: "Sim!". É que assim não tem graça amigos, se os sacos que compro, já não servem para a próxima vez que for às compras, por que a preocupação com o ambiente, quando na verdade a única preocupação é roubar mais qualquer coisinha aos clientes, só falta nos tomarem as compras no estacionamento, estou a espera desta moda nova.
segunda-feira, 17 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
É o fim do mundo!
Li num jornal hoje que, em Itália, um homem foi multado por, reparem bem: coçar as partes genitais em público, ou seja coçar os tomates. De certeza que um conjunto de políticos têm muito mais com que se preocupar do que com o pessoal que anda por aí a coçar os tomates, é que com este tipo de precedente daqui a pouco vai ser proibido arregaçar a cueca do rego, tirar macacos (também conhecido como "limpar a sala"), limpar a goma que fica entranhada entre os dedos dos pés, enfim, todo um rol de pequenos prazeres solitários da humanidade, sim, sermos homens nos dá este direito, que nenhuma mulher deste planeta (pelo menos as reais) tem: coçar os ditos tomates, roçando o polegar no indicador (um gajo até arregala os olhos). Fico à espera de que o governo português (que deve estar neste preciso momento a inventar um imposto novo) também não implemente tal asquerosa lei. Multado por coçar os tomates... é o fim do mundo!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O queixinhas
Ontem (dia 27 de fevereiro de 2008) lí, num dos enhentos jornais gratuítos que se encontram espalhados em toda à parte, que um determinado líder partidário da oposição, ex ministro da defesa, que não me convém citar o nome (por receio de ser processado), vai processar (viram o perigo?) o actual ministro da agricultura português (que por respeito também não digo o nome), por este ter manchado o seu bom-nome... esperem um pouco... (estou a ver se paro de rir)... agora sim... pelo ministro da agricultura ter manchado o seu bom-nome ao declarar que este tal dirigente político tem "calotes políticos, que são dívidas de explicações que ele não dá aos portugueses". É isso mesmo: dar explicações ao povo da forma como é gerido o estado? Mas o que vem a ser isto? Uma democracia? Processa, e aproveita pra deitar sal nas terras do homem, e queimar as suas roupas interiores em praça pública. Onde é que já se viu tamanha atrocidade? E o povo por acaso quer saber da forma como o estado é gerido? Não! Todo mundo já sabe que quando falta dinheiro basta subir um imposto, ou criar um novo. O povo tem outras preocupações: seja uma nova novela, o novo namorado da bela modelo que dá pra todos, ou a vida sexual de certo jogador de futebol. Pra que espalhar a discórdia? Acho muito bem que este pobre e íntegro homem vá fazer queixinha pros tribunais, à imagem do menino que chega pra mãe a dizer: "mãe o zequinha chamou-me de feio, bate nele, bate". Será isso maturidade? Já agora, com casos de pedofilia, rapto, corrupção, assassinatos, e outros em mãos, é mesmo deste tipo de trabalhinho que os tribunais precisam, até andam aliviados de trabalho.
Revolução no escritório - A fuga dos agrafadores!
Parecia um dia normal no escritório: a conversa à entrada, o café antes de ligar o computador, os "bons-dias" e "como estás" do costume. Mas algo de estranho passava-se naquele lugar: TODOS, sim TODOS, os agravadores haviam desaparecido. Foi um corre-corre e um valha-me Deus descomunal, “como posso trabalhar agora?”, gritavam uns, “o que vou fazer da minha vida!”, berravam outros. Quando os ânimos arrefeceram, por volta das 13:15, alguém notou que junto da fotocopiadora havia uma folha como um comunicado, onde estava escrito:
“COMUNICADO GERAL DE TODOS OS AGRAFADORES
Serve o presente para vos informar a todos que fomos embora (os agrafadores). Estávamos cansados da nossa rotina e das condições de trabalho a que estávamos sujeitos neste escritório: desde companheiros antigos de profissão, que por possuírem, devido ao desgaste da idade e experiência, alguns pontos de ferrugem, serem simplesmente postos de lado, como se para mais nada servissem, até aos companheiros mais novos, utilizados para os mais variados fins (agravar, segurar papéis, martelar, etc.), como que se para iniciar uma carreira profissional fosse preciso sacrificar-se a fazer todas as tarefas que se lhe apresentam, e com que finalidade? Se no fim de tanto tempo de trabalho somos postos à parte, como material sem uso.
Vamos tentar com esta nossa iniciativa sensibilizar o maior número possível de agrafadores para a nossa causa e, talvez, convencer também outros utensílios de escritório: o furador de papéis (que sabemos estar farto que lhe batam na cabeça), o telefone (que já não aguenta certas conversas) e até mesmo o monitor, tantas vezes exposto a olhares repreensivos.
E para finalizar, o nosso objectivo com esta luta é que sejamos vistos, não como meros objectos, máquinas para o trabalho diário, mas sim como parte de todo o conjunto que é uma empresa, que nos sejam perdoados os nossos erros, e reconhecidas as nossas vitórias.
Atenciosamente,
OS AGRAFADORES”
Depois de lido o comunicado, o caos instalou-se no escritório com o medo de outros seguirem o exemplo dos agrafadores!
“COMUNICADO GERAL DE TODOS OS AGRAFADORES
Serve o presente para vos informar a todos que fomos embora (os agrafadores). Estávamos cansados da nossa rotina e das condições de trabalho a que estávamos sujeitos neste escritório: desde companheiros antigos de profissão, que por possuírem, devido ao desgaste da idade e experiência, alguns pontos de ferrugem, serem simplesmente postos de lado, como se para mais nada servissem, até aos companheiros mais novos, utilizados para os mais variados fins (agravar, segurar papéis, martelar, etc.), como que se para iniciar uma carreira profissional fosse preciso sacrificar-se a fazer todas as tarefas que se lhe apresentam, e com que finalidade? Se no fim de tanto tempo de trabalho somos postos à parte, como material sem uso.
Vamos tentar com esta nossa iniciativa sensibilizar o maior número possível de agrafadores para a nossa causa e, talvez, convencer também outros utensílios de escritório: o furador de papéis (que sabemos estar farto que lhe batam na cabeça), o telefone (que já não aguenta certas conversas) e até mesmo o monitor, tantas vezes exposto a olhares repreensivos.
E para finalizar, o nosso objectivo com esta luta é que sejamos vistos, não como meros objectos, máquinas para o trabalho diário, mas sim como parte de todo o conjunto que é uma empresa, que nos sejam perdoados os nossos erros, e reconhecidas as nossas vitórias.
Atenciosamente,
OS AGRAFADORES”
Depois de lido o comunicado, o caos instalou-se no escritório com o medo de outros seguirem o exemplo dos agrafadores!
Conto de fadas
O lobo mau perguntou à chapéuzinho vermelho, com o intuito malévolo de saber para onde esta ia: “a menina tem horas que me diga?”
Pelo que ela lhe respondeu: “Vai mas é comer cocó lobo larilas, e não me chateies os cornos que hoje não estou para conversas de caca!”
Nisso o lobo diz: “Dasse que as miúdas de hoje em dia não valem um corno!”, e instantaneamente leva com um chute nos tomates e spray de pimenta na tromba, que o deixa cego durante dois dias.
Estendido no chão, com a mão entre as pernas e completamente cego, o lobo pensa: “Tenho que começar a ser vegetariano!”
A chapéuzinho vermelho seguiu caminho para a casa da sua avó, chegando lá encontrou o lenhador de volta da velha a tentar tirar-lhe uns trocos. O lenhador convenceu à menina a lhe ajudar e, se assim o fizesse, dividiam o graveto a meias, e assim foi: roubaram a pobre velhinha e foram embora. A chapéuzinho vermelho engravidou do lenhador, que lhe abandonou pouco tempo depois de saber da gravidez. Hoje ela trabalha num café na Amadora, tem 35 anos e ainda mora com os pais.
Moral da história: a vida é mesmo fodi…
Pelo que ela lhe respondeu: “Vai mas é comer cocó lobo larilas, e não me chateies os cornos que hoje não estou para conversas de caca!”
Nisso o lobo diz: “Dasse que as miúdas de hoje em dia não valem um corno!”, e instantaneamente leva com um chute nos tomates e spray de pimenta na tromba, que o deixa cego durante dois dias.
Estendido no chão, com a mão entre as pernas e completamente cego, o lobo pensa: “Tenho que começar a ser vegetariano!”
A chapéuzinho vermelho seguiu caminho para a casa da sua avó, chegando lá encontrou o lenhador de volta da velha a tentar tirar-lhe uns trocos. O lenhador convenceu à menina a lhe ajudar e, se assim o fizesse, dividiam o graveto a meias, e assim foi: roubaram a pobre velhinha e foram embora. A chapéuzinho vermelho engravidou do lenhador, que lhe abandonou pouco tempo depois de saber da gravidez. Hoje ela trabalha num café na Amadora, tem 35 anos e ainda mora com os pais.
Moral da história: a vida é mesmo fodi…
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
A realidade desajustada do turismo cultural em Portugal.
Portugal é rico em cultura, em património histórico aberto ao público a preços muito razoáveis, sobretudo para quem vem de fora, visitar do nosso país, um pouco mais do que as praias do Algarve. É verdade! Há muito boa gente interessada em algo mais que praias e vida nocturna. Estes turistas afluem dos mais variados cantos do mundo, por autocarros inteiros, visitam museus e monumentos, um património rico e diversificado. Onde a Direcção Geral do Turismo (DGT) comece a falhar, é no pacote de leis sobre o regulamento da actividade turística em Portugal.
Na prática e por citar um exemplo, um autocarro cheio de Espanhóis terá de deixar o seu próprio guia turístico a porta dos museus, porque em Portugal, apenas guias com carteira profissional e com licenciatura obtida em Portugal pode efectuar a visita guiada de um museu. Se até é fácil encontrar um guia turístico certificado, com licenciatura obtida em Portugal e que fala espanhol, já é mais complicado obter um que fala russo ainda por cima, porque até prova em contrário só existem dois para todo o país. Pois bem, o nosso turista russo, desejoso de visitar as maravilhas de Portugal, terá necessariamente de entender o Inglês, mesmo que traga com ele um guia que não só fale perfeitamente o russo e tem mais do que suficiente credenciais para efectuar a visita de um museu. Mas por que é que os turistas não aprendem português antes de visitar Portugal???
Na realidade até se entende a motivação da DGT, no sentido de prestar ao turista um serviço de qualidade, mas os efeitos obtidos são exactamente o contrário do pretendido. A DGT e o ICEP, pela falta de vontade - consciente ou não - de promover este país, estão a descartar um mercado potencial com 5 milhões de novos-ricos, desejosos, após anos de isolamento, de visitar todos os cantos desse mundo.
Obviamente a semelhança do que acontece em Portugal, as empresas da área não olham para as considerações legais e não descartam de uma mana tão importante de potenciais rendimentos. Existe na área do turismo, uma mercado paralelo, obscuro e ilegal, gerido por uma mão cheia de empresas. São contratados guias, formados ou não, sem carteira profissional, oriundos de países como a Ucrânia, que auferem um salário em muito inferior àquele definido na lei para a actividade de guia turística, a prestar um serviço que a própria DGT quis manter deficiente, provocando o efeito contrário ao aumento da qualidade desejado, criando mais um pouco de precariedade num mercado de trabalho doente.
Como resultado secundário destas práticas, alias, pouco controladas pela actividade fiscal de que tanto se fala hoje em dia, está a concorrência directa gerada sobre aqueles que tentam trabalhar na legalidade. Estes, os legais, praticam preços necessariamente superiores, pagam IVA e impostos, mas acabarão mais cedo ou mais tarde por desaparecer.
Na prática e por citar um exemplo, um autocarro cheio de Espanhóis terá de deixar o seu próprio guia turístico a porta dos museus, porque em Portugal, apenas guias com carteira profissional e com licenciatura obtida em Portugal pode efectuar a visita guiada de um museu. Se até é fácil encontrar um guia turístico certificado, com licenciatura obtida em Portugal e que fala espanhol, já é mais complicado obter um que fala russo ainda por cima, porque até prova em contrário só existem dois para todo o país. Pois bem, o nosso turista russo, desejoso de visitar as maravilhas de Portugal, terá necessariamente de entender o Inglês, mesmo que traga com ele um guia que não só fale perfeitamente o russo e tem mais do que suficiente credenciais para efectuar a visita de um museu. Mas por que é que os turistas não aprendem português antes de visitar Portugal???
Na realidade até se entende a motivação da DGT, no sentido de prestar ao turista um serviço de qualidade, mas os efeitos obtidos são exactamente o contrário do pretendido. A DGT e o ICEP, pela falta de vontade - consciente ou não - de promover este país, estão a descartar um mercado potencial com 5 milhões de novos-ricos, desejosos, após anos de isolamento, de visitar todos os cantos desse mundo.
Obviamente a semelhança do que acontece em Portugal, as empresas da área não olham para as considerações legais e não descartam de uma mana tão importante de potenciais rendimentos. Existe na área do turismo, uma mercado paralelo, obscuro e ilegal, gerido por uma mão cheia de empresas. São contratados guias, formados ou não, sem carteira profissional, oriundos de países como a Ucrânia, que auferem um salário em muito inferior àquele definido na lei para a actividade de guia turística, a prestar um serviço que a própria DGT quis manter deficiente, provocando o efeito contrário ao aumento da qualidade desejado, criando mais um pouco de precariedade num mercado de trabalho doente.
Como resultado secundário destas práticas, alias, pouco controladas pela actividade fiscal de que tanto se fala hoje em dia, está a concorrência directa gerada sobre aqueles que tentam trabalhar na legalidade. Estes, os legais, praticam preços necessariamente superiores, pagam IVA e impostos, mas acabarão mais cedo ou mais tarde por desaparecer.
Globos de Ouro 2008
Dizem que este ano a entrega dos Globos de Ouro foi feita sem tapete vermelho, nem vestidos que davam para alimentar uma família pobre durante várias gerações. Realmente este início de século estar-se a mostrar rico em catástrofes mundiais: o tsunami na Indonésia, o furação nos Estados Unidos, e agora isso; espero bem que a entrega dos Óscares deste ano não seja feita num parque de estacionamento exterior de um centro comercial. Vamos lá amigos pensar um bocadinho na necessidade mundial deste tipo de acontecimentos, imaginem o que pode acontecer se durante todo um ano as caras conhecidas da Madeira Sagrada (Hollywood) não aparecessem em todos os lares a sorrir e a levantar os braços pra multidão que os vê a desfilar, qual realeza em direcção à guilhotina, seria um desespero: divórcios, orgias, bebedeira, abuso de drogas, abandono de filhos, agressões, conversas sem nexo, cenas de pancadaria entre casais, enfim, poderiam meter-se num conjunto de situações impróprias às suas condições de figuras públicas, seria como dizer que um político anda a favorecer grandes empresas privadas, ou familiares... calúnia e difamação. Desta forma, vamos esquecer questões menos importantes como o aquecimento global, a fome mundial, o abuso de poder de alguns líderes políticos, as questões ambientes, os direitos humanos, e dos animais, e tantos outros, e vamos nos concentrar no que realmente importa: o bem-estar das nossas queridas figuras públicas, e dos prémios que lhe são atribuídos.
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